O Tribunal de Justiça de Pernambuco apresentou a ferramenta +Autonomia, extensão de navegador para automação de etapas processuais com uso de inteligência artificial.
O lançamento ocorreu em 22/4, na Escola da Magistratura de Pernambuco, e integra a agenda de inovação do tribunal. A ferramenta foi apresentada como recurso de apoio para magistrados e servidores, voltado a agilizar rotinas internas sem substituir a atuação humana na condução do processo.
O caso mostra que a IA judicial avança também por iniciativas estaduais. Enquanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) trabalha em plataformas nacionais como a PDPJ-Br, tribunais locais começam a criar ferramentas próprias, com diferenças relevantes de produtividade e fluxo de trabalho.
Risco de operação processual desigual
O ponto editorial é o risco de operação desigual entre jurisdições antes de uma padronização nacional completa. O mesmo tipo de processo pode tramitar em ritmos distintos a depender do tribunal — e isso muda a estratégia de quem litiga em escala.
Para a advocacia, o ponto de atenção é acompanhar onde essas ferramentas estão sendo usadas e em quais etapas do procedimento. A automação interna pode afetar tempos de tramitação, padronização de minutas e forma de interação com os autos.
Fonte: CNJ/TJPE, 24/4/2026.