O Conselho Nacional de Justiça anunciou que o Conecta disponibilizou para acesso nacional, na Plataforma Digital do Poder Judiciário, o Banco de Sentenças das Justiças Militares, o Bastião e o Janus.
A medida foi apresentada durante o IAJus 2026 e reforça a estratégia de transformar a PDPJ-Br em uma camada comum de serviços digitais para os tribunais. Em vez de cada corte desenvolver soluções isoladas, o CNJ passa a nacionalizar ferramentas já testadas e integrá-las à infraestrutura compartilhada.
Para escritórios, a mudança interessa porque sistemas nacionais podem alterar rotinas de consulta, tramitação, pesquisa e gestão de informação processual. A padronização também tende a reduzir assimetrias entre tribunais, embora a adoção prática siga dependendo de cada corte.
CNJ como provedor de infraestrutura
O ponto editorial é o papel do CNJ como provedor de infraestrutura. A Justiça brasileira deixa de tratar tecnologia como apoio administrativo e começa a colocá-la no centro da operação judicial, com efeitos em produtividade, gestão e até rito processual.
Para áreas de tecnologia jurídica e contencioso de massa, a leitura é dupla: ganha-se previsibilidade onde havia ferramentas pulverizadas, mas surge a necessidade de acompanhar de perto cada novo módulo nacional, porque a operação judicial passa a depender dele.
Fonte: CNJ, 24/4/2026.