O Conselho Nacional de Justiça apresentou a versão 2.0 da plataforma Sinapses e a pesquisa sobre IA generativa no Judiciário brasileiro durante o IAJus 2026.

O movimento coloca a inteligência artificial em uma camada institucional da Justiça. Não se trata apenas de ferramentas privadas usadas por escritórios ou departamentos jurídicos, mas de infraestrutura pública capaz de influenciar triagem, gestão processual, automação de rotinas e produção de atos internos.

A pesquisa apresentada no mesmo evento mapeia o uso de IA generativa nos tribunais brasileiros, do desenvolvimento de modelos próprios à adoção de ferramentas externas. Os resultados pavimentam o desenho regulatório que o CNJ deve consolidar nos próximos meses.

Governança como ponto de atenção

Para a advocacia, o ponto de atenção é a governança. A expansão de sistemas de IA no Judiciário exige rastreabilidade, critérios de uso e transparência suficientes para que partes e advogados compreendam quando uma decisão, uma minuta ou uma etapa processual foi afetada por tecnologia automatizada.

A agenda dialoga com a Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br), que vem concentrando ferramentas nacionais. Escritórios de contencioso estratégico e massificado precisam acompanhar a velocidade de adoção em cada tribunal, porque a operação processual pode variar conforme a maturidade tecnológica da corte.

Fonte: CNJ, 24/4/2026.